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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Marioneta de ti

O teu olhar ordenou-me que apagasse da memória a dor que me deste e o meu coração, dotado de uma imprudente imprudência que decidiu usar, arrumou essa dor numa recatada e poeirenta prateleira da minha memória.
  Saíram de ti palavras que, apesar de tudo, me animaram estupidamente, me cederam malevolamente uma renovada e subentendida chama de esperança.  De novo preferiste um pedido, só mais um, pediste (que para meu bem como quiseste referir) que permitisse que tomasses calmamente uma decisão sobre o que querias para ti e para mim, a réstia de um nós passado.  Porque fui eu abrir-te de novo as portas do meu mundo, descortinar-te o véu que me envolve como uma proteção para o sofrimento? Será que foi por te amar?   E porque te amo assim incondicionalmente? Porque sou demasiado bondosa, permissiva ou ingénua? Não. Simplesmente porque soubeste embriagar-me em ti e me provocaste este encantamento digno de Circe.  Não sei sequer o que pensar ou o que sentir. Tudo me soa a ridículo.  Se me tens o amor que anuncias porque me matas assim? Oh, mas não me matas ainda porque te falta o golpe final (onde o guardas de mim?) e eu a custo ainda me domino. Se não caio é porque existem fios que me suspendem, como uma marioneta de ti, desse amor que apregoas e que usas sem dó nem piedade, como queres sem satisfações.  Amar-te não é suportar tudo, erguer tudo como se fosse Hércules.  Toma tino rapaz que para ti o mundo pode ainda ruir hoje.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Um ponto na parede

-Amas-me?
- Querida que pergunta é essa?
- Responde apenas se sim ou se não.
-Mas amor não tens necessidade de fazer esse tipo de perguntas...
-Podes apenas responder sem rodeios? Afinal de contas é uma pergunta de resposta simples...
- ... claro que sim amor, eu amo-te.- disse ele de olhos fixos num qualquer ponto da parede atrás do rosto dela.
- Não, não amas. Se me amasses não terias enrolado a pergunta como se de um fio de lã num novelo se tratasse, não terias rodeado a questão como dois cowboys numa luta num filme de western. Não terias hesitado na resposta que me deste, não darias essa resposta direta e oca. Não terias evitado o meu olhar com medo da sua acusação.
- Mas escuta...
- Não, escuta tu. O amor é sobretudo sinceridade para com o outro e para com nós mesmos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

;fantasma

Voltas para me assombrar uma e outra vez, como um fantasma que o tempo ainda não apagou. Insistes em regressar por muito que implore que não o faças.
Matas-me mais um bocado sempre que tomas conta de mim e não te posso impedir. Arrancas-me notas de dor, músicas que não quero que ninguém oiça. Como se revelasses tudo o que sou.
Pensava que eras só uma memória, só mais uma. Afinal, não. Não é assim tão simples.
Não devia ter-te aberto as portas do meu mundo, não devia ter-te cantado quem sou e o que faz de mim o que sou. Mas foi o que fiz. Fiz e tornaria a fazer apesar de tudo, porque amor não é só mais uma palavra bonita, não é só mais um sentimento. Amor é uma capacidade que poucos têm, que tu não tens.
Se te pintei um quadro com todas as cores que tenho, foi por amor.
Desculpa se não era o que querias que te desse, desculpa se preferias que tivesse fingido como tu.
Os meus olhos passaram a desviar-se da tua imagem mas o meu pensamento dirige-se a ti. É frustrante.
Mas sabes fantasma? Não és nada, não passas dum fantasma que o tempo transformará em pó, que a memória arrumará numa prateleira longínqua.
Não me deixaste em ruínas simplesmente porque fui forte o suficiente para te impedir. Escrevi a dor que me deste numa folha de vento.
O teu tempo está a esgotar-se rápido.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

;Cristais

Ouço o som de cristais partidos tocarem o chão, como uma chuva. São pedaços dum coração que despedaçaste. Emanam uma luz que se esvai, é a inocência e a confiança nos outros que me tiraste de forma dolorosa.
Os cristais estão agora banhados em sangue. Esse sangue tão vermelho como o amor que dei sem nada pedir, as lágrimas que não quis chorar, a dor que tão covardemente me ofereceste sem que pudesse negar.
O falso amor que me deste (ou dizias dar) destruiu-me como um tornado que tudo arranca à sua passagem.
As lágrimas que por pouco não escapam surgem de cada vez que me recordo das coisas que me disseste, das belas rosas que me ofereceste e que, afinal, nada tinha de belo e eram do mais artificial possível.
Não digas que um dia me amas-te e tudo isso mudou, que me enganaste porque não o pudeste evitar, se nem conheces o Amor.
O tempo generosamente tudo cura e curar-me-à, como um ciclo da natureza que não pára nem se destrói.
A ti, o tem te dará um presente envenenado: curtos e desapaixonados amores que sempre terminarão numa fria, escura e silenciosa solidão.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

;Até já

Tenho saudades do que era contigo, de quem me fazias ser.
 Tenho saudades sobretudo de quem eras. Mudaste tanto... fizeste-me pensar que por vezes a mudança é assustadora (mas não necessariamente negativa). No teu caso, foi. E doeu-me.
Deixei-te da maneira mais dolorosa para mim, não me deste nem uma palavra. As lágrimas que chorei longe de ti não mostraram nem uma pequena parte da dor que estava em mim. Teria morrido se te visse chorar, uma lágrima tua era uma facada em mim.
De cada vez que disse que te amava, mentia. Mentia porque nunca puderia dizer o que sentia por ti. Nunca.
Se hoje te dissesse que te amo, diria a verdade. Mas não te amo da mesma forma, amo-te da forma de quem ama um grande amor nunca esquecido, mas já frio. Isso não irá mudar. Se pudesses atravessar a minha mente verias tudo isto.
Se algum dia o destino decidir reavivar a nossa história, que o faça. Mas que não te afaste de mim de novo. Isso não. Seria a minha morte interior mais sangrenta.
Para ti guardo um até já e um amo-te.

sábado, 27 de agosto de 2011

Post do Rafael: os anos passam...as ideias mudam...

Quando era pequeno julgava ser feliz com o brinquedo que teria visto na televisão, que loucura, era deslumbrante vê-lo na montra do centro comercial… parecia algo sobrenatural…um dia, numa comemoração festiva ganhei-o, fiquei tão contente, aquele brinquedo seria o meu preferido…como todas as crianças, fiquei dias e dias a brincar com ele, criei mil e uma histórias possíveis e impossíveis…mas deixou de ser interessante, era um objecto, não passava daquilo e eu estava a crescer, o brinquedo que um dia tanto desejei ficou guardado numa gaveta esquecido… afinal a minha felicidade não foi tão duradoura quanto pensaria…
Quantos mais brinquedos, aparelhos informáticos, entre outros desejei…maior foi  a tristeza que cresceu em mim. Pois nada disto me fez sentir a Felicidade Eterna, todas as tentativas foram falhadas…
Já na idade bela, a adolescência, comecei a pensar que a minha felicidade estaria nalguma pessoa…a ‘tal’ pessoa…conheci algumas pessoas…tive algumas paixonetas…mas faltava a ‘tal’ pessoa…o coração começou a delirar, a desesperar…estava cansado de procurar algo que parecia não existir…ESQUECER… esta foi a solução que encontrei, a solução que visava não criar falsas esperanças, não criar sofrimento num coração tão torturado…estava cansado… enquanto isso os outros rapazes da minha idade passavam por experiencias pelas quais eu…eu não sabia o que eram, não estava interessado…não tinha inveja, mas eu também queria, precisava…porque?! Porque aconteceu isto?! Seria assim tão difícil de encontrar a ‘tal’ pessoa?! Não parecia difícil, parecia impossível! Disse bem, parecia…o coração apesar de cansado, conheceu uma rapariga…ela tinha um brilhos nos olhos diferente…e neste momento acredito que ela me possibilite a Felicidade Eterna…Todos somos iguais, mas diferentes…essa diferenças fez aquilo que o íman faz ao metal, ATRAI-O…não acredito em Amor á primeira vista, mas algo nela atraiu-me desde que nos conhecemos…neste momento, é ela que me pôs finalmente um sorriso na cara, conseguiu mudar o motivo das minhas lágrimas…Simplesmente é PERFEITA!

Quando eu pensava que tudo estava perdido, uma pessoa fez-me mudar de opinião…criou felicidade em mim, dar sem esperar nada em troca nunca foi tão fácil como agora…
A minha (in)felicidade eterna foi encontrada nela…e a tua, onde foi?

Por: Rafael

Decisão

Apesar de o feedback em relação à minha proposta ser quase nula, decidi que vai mesmo passar a existir outra pessoa a postar no blog, YEY! \o/
Espero que gostem dos textos do Rafael e se possível, divulguem o blog.
Obrigada e boas leituras (;

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Aos seguidores

Queridos leitores, surgiu uma nova hipótese que gostaria de partilhar com vocês e saber a vossa opinião.
Este blog ainda não é muito movimentado (infelizmente), mas uma pessoa pediu-me para escrever também no blog. Essa pessoa (que por acaso é muito importante para mim) poderá enriquecer o blog, até porque, sendo do sexo oposto a sua forma de escrita difere.
Então meus amores, que acham?

;Peça de teatro

Estou tão perdida neste mar de sentimentos. Brincaste tanto comigo.
Queria-te responder mas mal o consegui. Sabes, eu amava-te. Digo bem, amava-te.
Nem deveria estar aqui, a escrever isto se nem isso mereces. Escrevo apenas as palavras que vou calando, as palavras que teimo em não deixar sair acompanhadas de lágrimas.
Quando olho para trás vi o quão burra fui em ter-te deixado entrar na minha vida de novo, mas não sabia...não podia adivinhar... foste um grande actor, sabes? E nesta peça de teatro meu caro, quem acaba mal não sou eu, acredita.
Sabes o meu sorriso? Não o vou apagar por tua causa, seria dar-te muito estatuto. Mas não penses que to voltarei a dar se agum dia o quiseres. Os olhares que te darei não terão saudade, apenas tristeza de saber que nem pessoa soubeste ser.
Acho que fico por aqui, o resto direi depois. Ah, sabes uma coisinha? Mas eu digo-te: as palavras feridas que escrevo irão sarar mas tu irás chorar lágrimas de sangue.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

                                 I remember when you said: I'll never let you fly away :c

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A terra da Alma

-É assim tão longe a terra de que falas?
-É, é muito longe. Fica tão longe que poucos tentam alcançá-la, muitos até, dizem que não existe, que é apenas fruto da imaginação.
-E não é? É real? -perguntava o  loiro rapazinho de olhos abertos de admiração- Avô, diz a verdade por favor!
-Meu querido, existe sim. Para alcançares essa terra deves ser sempre uma pessoa correcta. Depois, deves ter paz de espiríto e bondade em abundância. No final, basta apenas sentares-te e olhares para dentro de ti.
-Avô!!! Descobri onde fica a terra que me falas! A sua entrada é o brilho dos meus olhos não é?

sábado, 6 de agosto de 2011

; A minha viagem

Há algo de que preciso acima de tudo: encontrar-me. Para me encontrar preciso de fugir, fugir do mundo. Ter-me a mim e só a mim, nada mais.
Preciso de ouvir o bater do coração, de apurar os sentidos, saber que existo e estou viva, que o sangue me corre quente nas veias, que não sou de pedra. Que se a minha fraqueza é indigna, é também humana, que se existe fraqueza existe também uma força em mim.
Quero reencontrar-me, encontrar todas as respostas que se escondem em mim, compreender os meus medos e hesitações.
Quero chorar, quero rir, quero ficar, quero ir, quero sobretudo fugir para o meu coração.
Guardo quem amo na memória para não fazer o coração chorar de saudade, ouço o piano que existe em cada pequena ave, ouço os sábios conselhos que cada sinal da Natureza me dão.
Preciso de apanhar o comboio da vida. Morro e renasço permanente; sou uma fénix. Até ao final da viagem, o meu destino.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

;Saudade

Fui ao dicionário ver a definição de saudade. Encontrei uma definição frívola, seca, banal.
Como se a saudade se explicasse assim de forma tão simples! É um insulto ao sentimento.
Ambos sabemos como é, e doí. Doí tanto. É uma dor esmagadora, solta-nos as lágrimas, preenche-nos o pensamento, esvazia o nosso interior, cria um nó na nossa garganta. Ansiamos pelo reencontro, mas o relógio e o tempo parecem troçar de nós, como se se tivessem transformado em pedra.
Vemos em tudo uma recordação do outro.
Uma gota de água à luz do sol é o brilho dos teus olhos, o calor do sol é o calor dum abraço teu.
Que crueldade não te poder ao menos ver. O mundo insiste em torturar-nos; apenas a ideia dum reencontro ainda me aquece por dentro.

domingo, 24 de julho de 2011

;A luz

Um dia, a pequena menina deu por si já crescida. Admirou-se, já teria passado tanto tempo? Ela nem queria acreditar. Foi até à janela e olhou o sol que ia subindo no céu e a forma como este dava um tom dourado às coisas. Ela já conhecia essa cor especial mas donde? Não conseguia lembrar-se, simplesmente não conseguia. Bateram à porta e ela ainda sobressaltada   permitiu a  entrada. Era a mãe.
Finalmente ela recordou-se. Esse tom dourado era visível no cabelo, nos olhos e no sorriso da mãe.
A menina apenas conseguiu dizer: "És a minha luz, iluminas-me e guias-me sem nunca me deixar perder na escuridão. És o meu sol, a minha lua, a minha estrela. É o melhor dos ouros, o mais puro e valioso. És quem eu nunca quero perder, obrigada pelo teu amor incondicional. Obrigada por seres tu." e desfez-se em luz.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

; Preciso dizer

Que queres que te diga senão que te amo? É o que sinto, o que penso, o que preciso de dizer. É o que o meu pensamento permita que a voz o diga. Como queres que adore o sol se é o teu sorriso que ilumina os meus dias? Não seria isso hipocrisia? Podes não ser perfeito aos olhos do mundo, mas és aos meus e sabes que mais? Se me perguntarem de que cor são os teus olhos direi que são dar cor da felicidade, pois os teus olhos são o mais puro e fiel espelho do que significas e representas para mim; E como podem ainda afirmar que não voo se és as minhas asas? Deve ser triste dizer que se ama sem se amar, deve ser infeliz não ter alguém como tu, uma gota de cor numa pintura cinzenta, um mundo dentro do mundo (...) nunca te esqueças que o murmúrio das ondas é a minha voz a dizer que te ama.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

;Noite

Regressa. Peço-te que voltes para me deslumbrar de novo.
Quero voltar a envolver-me nesse teu mistério, ouvir essa voz tão característica que é a tua. Deixa-me olhar para os teus escuros olhos e perder-me no brilho deles, no brilho dessas preciosas ópalas que parecem brilhar eternamente e iluminar suavemente o Mundo inteiro.
Preciso de ver novamente a tua lisa pele, uma faixa de negro cetim, um cetim tão perfeito que nem o mais talentoso tecelão com o melhor dos materiais poderia sequer tentar imitar.
Por favor abraça-me suavemente de novo, mostra-me o teu lado sereno e o teu lado mais louco.
Aparece de novo noite.

;Melodia

- Podemos sempre afirmar que o mundo é cruel, injusto. Podemos apenas focarmo-nos nos aspectos mais dolorosos e aumentar o sofrimento. Eu não quero. Queres saber porquê? Está bem, eu revelo-te passarinho, a ti revelo-te.
Eu tenho um segredo. O segredo que tenho para viver e enfrentar tudo com um sorriso é bastante simples. Trata-se duma melodia, a minha melodia. É minha e apenas minha, é rara, mais ninguém a tem. Só eu a posso entender, perceber o alento que ela me traz. Não passarinho, não sei se o mundo a entenderia, talvez me achassem louca por dizer que as suas vozes são a melodia, iam achar que sou apenas mais uma tonta que não sabe o que diz.
Esta minha melodia querido passarinho, é feita pelas vozes que me aquecem o coração e o fazem bater, transportam esperança e me mostram que neste mundo cinzento há sempre uma réstia de cor e não deixa que a tristeza me invada. São como um pincel que vai colorindo sempre e cada vez mais o meu mundo, que afastam o mundo triste de mim e criam um bem melhor.
Essas vozes caro amigo, são das poucas coisas que neste infeliz mundo material são oferecidas sem qualquer moeda de troco, são o mais precioso dos tesouros e também o mais raro de todos.
Passarinho? Estás aí? Para onde foste? Voaste para longe levando a minha mensagem?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

;Simplesmente preciso

Neste momento não preciso de nada mais que não seja viver, ser eu mesma.
Queria correr sobre a mais verde colina, saltar atrás de borboletas. Sentar-me a sentir o vento na cara, olhar para tudo o que me rodeia, deitar-me a olhar para o céu. Sentir a paz.
Logo que me cansasse queria mergulhar nas águas límpidas de um rio, sentir os aromas da natureza, sentir o sol a beijar-me a pele. Apreciar os sons que a serenidade nos oferece, seria um dos melhores complementos para o momento.
As horas passariam e eu ficaria a ver as estrelas aparecerem no céu de cetim, a lua a chamar o sol. Então, saltaria pelas ervas frescas e verdejantes, acariciadas pelo orvalho.
Ao colher uma flor, deslumbrar-me-ia com duas gotinhas de orvalho cintilante que mais tarde descubriria serem o brilho dos teus olhos.
Subitamente descobriria a resposta tão procurada para o meu dilema: tu. É a única forma de ser eu mesma.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

;Para alguém

Olha à tua volta. 
Pelo menos uma vez na vida apercebe-te do que tens e valoriza-o. Cresce, torna-te alguém.
Enfrenta os teus problemas, pondera os teus erros, aprende a tentar perceber a outra pessoa. Se ambos erraram,  a situação anula-se um pouco mas não altera tudo. Não podemos apenas culpar apenas o outro, temos de assumir a nossa parte, ou torna-se cobardia.
Não penses que digo por dizer! Aprendi e espero que também tu um dia aprendas, para que possas tornar-te em alguém melhor, para que progridas como pessoa e para que consigas enfrentar melhor o futuro.
É muito bonito fazermo-nos de grandes virando as costas aos problemas, quando na verdade isso só mostra o quanto somos pequenos!

sábado, 11 de junho de 2011

; Animal, dizes tu?

A morte doí, magoa tanto. Grava-nos como uma tatuagem.
De repente, leva-nos uma amiga,  digo bem amiga, pois não é por não falar ou ter quatro patas que o deixa de ser. Foi talvez uma melhor amiga, uma melhor companheira de vida do que qualquer ser humano seria. Apesar de ser de uma outra espécie, ouvia pacificamente tudo o que a "dona" lhe contava, suportava todas as pequenas malandrices que os "donos" fazem aos seus "animais", era amada e sobretudo (apesar de dizerem que é impossível) amava quem estava com ela à tanto tempo.
Estou certa que recebia todo o amor existente na "dona" e que partiu feliz por ter tido a oportunidade de partilhar os seus 12 anos de vida  ao lado de alguém maravilhoso (e sim, ela saberia disso).
Deixou este mundo, deixou saudade e dor, mas certamente que contribuiu com uma grande felicidade na vida de alguém.


À homenagem de Big e de Raquelita.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

;Personificação da amizade


Que dizer mais? O que acrescentar?

As palavras são demasiado vagas para se referirem a  ti. És demasiado bela e grande, demasiado arrebatadora e imprevisível. Alegras por vezes, derramas lágrimas noutras. Fazes o mundo girar quando és pura, verdadeira, banhada de luz. Tranformas tudo em claridade, calor, sorrisos, numa explosão de cor, trazes esperança.
Quando evocam o teu nome de forma falsa, interesseira, com algum propósito que não amar e ser amado perdes a paciência, cais no abismo dessa má vontade,  chamas a Raiva, a Tristeza e a Desilusão para tomarem o teu lugar. Não falemos mais deste eclipse, sublinhemos antes os teus raios de  luz matinal.
Amizade, sabes duma coisa que tenho vindo a descobrir? Por mais nomes que tenhas, sejas Rita, sejas Vilma, Rafael, Juliana, Sofia, Sandra ou qualquer outro nome vejo-te de forma sincera, duradoura, derrubando todos e quaisquer obstáculos.
Obrigada e permanece comigo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Desprezo



Presinto-te.
A pulsação aumenta,
Os sentidos despertam,
A tensão cresce.

Entras por uma porta,
Saio pela outra.
Dizes-me olá
Devolvo-te um adeus.

Não tentes recuperar
O que tiveste um dia
E deitaste a perder
Porque sabes que não acontecerá.

O desprezo brota em mim
E não há nesse teu olhar
Que transborda sentimentos falsos,
Coisa que mude o que sinto.

Releio  o que escrevi.
Basta! Recuso-me!
Recuso-me continuar
A falar de ti. Adeus sê feliz.