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terça-feira, 13 de setembro de 2011

;Cristais

Ouço o som de cristais partidos tocarem o chão, como uma chuva. São pedaços dum coração que despedaçaste. Emanam uma luz que se esvai, é a inocência e a confiança nos outros que me tiraste de forma dolorosa.
Os cristais estão agora banhados em sangue. Esse sangue tão vermelho como o amor que dei sem nada pedir, as lágrimas que não quis chorar, a dor que tão covardemente me ofereceste sem que pudesse negar.
O falso amor que me deste (ou dizias dar) destruiu-me como um tornado que tudo arranca à sua passagem.
As lágrimas que por pouco não escapam surgem de cada vez que me recordo das coisas que me disseste, das belas rosas que me ofereceste e que, afinal, nada tinha de belo e eram do mais artificial possível.
Não digas que um dia me amas-te e tudo isso mudou, que me enganaste porque não o pudeste evitar, se nem conheces o Amor.
O tempo generosamente tudo cura e curar-me-à, como um ciclo da natureza que não pára nem se destrói.
A ti, o tem te dará um presente envenenado: curtos e desapaixonados amores que sempre terminarão numa fria, escura e silenciosa solidão.

1 comentário:

Susan disse...

Oh obrigada minha linda *