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sábado, 11 de junho de 2011

; Animal, dizes tu?

A morte doí, magoa tanto. Grava-nos como uma tatuagem.
De repente, leva-nos uma amiga,  digo bem amiga, pois não é por não falar ou ter quatro patas que o deixa de ser. Foi talvez uma melhor amiga, uma melhor companheira de vida do que qualquer ser humano seria. Apesar de ser de uma outra espécie, ouvia pacificamente tudo o que a "dona" lhe contava, suportava todas as pequenas malandrices que os "donos" fazem aos seus "animais", era amada e sobretudo (apesar de dizerem que é impossível) amava quem estava com ela à tanto tempo.
Estou certa que recebia todo o amor existente na "dona" e que partiu feliz por ter tido a oportunidade de partilhar os seus 12 anos de vida  ao lado de alguém maravilhoso (e sim, ela saberia disso).
Deixou este mundo, deixou saudade e dor, mas certamente que contribuiu com uma grande felicidade na vida de alguém.


À homenagem de Big e de Raquelita.

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