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quarta-feira, 20 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

;Noite

Regressa. Peço-te que voltes para me deslumbrar de novo.
Quero voltar a envolver-me nesse teu mistério, ouvir essa voz tão característica que é a tua. Deixa-me olhar para os teus escuros olhos e perder-me no brilho deles, no brilho dessas preciosas ópalas que parecem brilhar eternamente e iluminar suavemente o Mundo inteiro.
Preciso de ver novamente a tua lisa pele, uma faixa de negro cetim, um cetim tão perfeito que nem o mais talentoso tecelão com o melhor dos materiais poderia sequer tentar imitar.
Por favor abraça-me suavemente de novo, mostra-me o teu lado sereno e o teu lado mais louco.
Aparece de novo noite.

;Melodia

- Podemos sempre afirmar que o mundo é cruel, injusto. Podemos apenas focarmo-nos nos aspectos mais dolorosos e aumentar o sofrimento. Eu não quero. Queres saber porquê? Está bem, eu revelo-te passarinho, a ti revelo-te.
Eu tenho um segredo. O segredo que tenho para viver e enfrentar tudo com um sorriso é bastante simples. Trata-se duma melodia, a minha melodia. É minha e apenas minha, é rara, mais ninguém a tem. Só eu a posso entender, perceber o alento que ela me traz. Não passarinho, não sei se o mundo a entenderia, talvez me achassem louca por dizer que as suas vozes são a melodia, iam achar que sou apenas mais uma tonta que não sabe o que diz.
Esta minha melodia querido passarinho, é feita pelas vozes que me aquecem o coração e o fazem bater, transportam esperança e me mostram que neste mundo cinzento há sempre uma réstia de cor e não deixa que a tristeza me invada. São como um pincel que vai colorindo sempre e cada vez mais o meu mundo, que afastam o mundo triste de mim e criam um bem melhor.
Essas vozes caro amigo, são das poucas coisas que neste infeliz mundo material são oferecidas sem qualquer moeda de troco, são o mais precioso dos tesouros e também o mais raro de todos.
Passarinho? Estás aí? Para onde foste? Voaste para longe levando a minha mensagem?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

;Simplesmente preciso

Neste momento não preciso de nada mais que não seja viver, ser eu mesma.
Queria correr sobre a mais verde colina, saltar atrás de borboletas. Sentar-me a sentir o vento na cara, olhar para tudo o que me rodeia, deitar-me a olhar para o céu. Sentir a paz.
Logo que me cansasse queria mergulhar nas águas límpidas de um rio, sentir os aromas da natureza, sentir o sol a beijar-me a pele. Apreciar os sons que a serenidade nos oferece, seria um dos melhores complementos para o momento.
As horas passariam e eu ficaria a ver as estrelas aparecerem no céu de cetim, a lua a chamar o sol. Então, saltaria pelas ervas frescas e verdejantes, acariciadas pelo orvalho.
Ao colher uma flor, deslumbrar-me-ia com duas gotinhas de orvalho cintilante que mais tarde descubriria serem o brilho dos teus olhos.
Subitamente descobriria a resposta tão procurada para o meu dilema: tu. É a única forma de ser eu mesma.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

;Para alguém

Olha à tua volta. 
Pelo menos uma vez na vida apercebe-te do que tens e valoriza-o. Cresce, torna-te alguém.
Enfrenta os teus problemas, pondera os teus erros, aprende a tentar perceber a outra pessoa. Se ambos erraram,  a situação anula-se um pouco mas não altera tudo. Não podemos apenas culpar apenas o outro, temos de assumir a nossa parte, ou torna-se cobardia.
Não penses que digo por dizer! Aprendi e espero que também tu um dia aprendas, para que possas tornar-te em alguém melhor, para que progridas como pessoa e para que consigas enfrentar melhor o futuro.
É muito bonito fazermo-nos de grandes virando as costas aos problemas, quando na verdade isso só mostra o quanto somos pequenos!

sábado, 11 de junho de 2011

; Animal, dizes tu?

A morte doí, magoa tanto. Grava-nos como uma tatuagem.
De repente, leva-nos uma amiga,  digo bem amiga, pois não é por não falar ou ter quatro patas que o deixa de ser. Foi talvez uma melhor amiga, uma melhor companheira de vida do que qualquer ser humano seria. Apesar de ser de uma outra espécie, ouvia pacificamente tudo o que a "dona" lhe contava, suportava todas as pequenas malandrices que os "donos" fazem aos seus "animais", era amada e sobretudo (apesar de dizerem que é impossível) amava quem estava com ela à tanto tempo.
Estou certa que recebia todo o amor existente na "dona" e que partiu feliz por ter tido a oportunidade de partilhar os seus 12 anos de vida  ao lado de alguém maravilhoso (e sim, ela saberia disso).
Deixou este mundo, deixou saudade e dor, mas certamente que contribuiu com uma grande felicidade na vida de alguém.


À homenagem de Big e de Raquelita.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

;Personificação da amizade


Que dizer mais? O que acrescentar?

As palavras são demasiado vagas para se referirem a  ti. És demasiado bela e grande, demasiado arrebatadora e imprevisível. Alegras por vezes, derramas lágrimas noutras. Fazes o mundo girar quando és pura, verdadeira, banhada de luz. Tranformas tudo em claridade, calor, sorrisos, numa explosão de cor, trazes esperança.
Quando evocam o teu nome de forma falsa, interesseira, com algum propósito que não amar e ser amado perdes a paciência, cais no abismo dessa má vontade,  chamas a Raiva, a Tristeza e a Desilusão para tomarem o teu lugar. Não falemos mais deste eclipse, sublinhemos antes os teus raios de  luz matinal.
Amizade, sabes duma coisa que tenho vindo a descobrir? Por mais nomes que tenhas, sejas Rita, sejas Vilma, Rafael, Juliana, Sofia, Sandra ou qualquer outro nome vejo-te de forma sincera, duradoura, derrubando todos e quaisquer obstáculos.
Obrigada e permanece comigo.